Dia do aviador: resgatando a importância dos sonhos

Esta semana (23/10) comemora-se o dia do aviador e esta data me trouxe a lembrança de um evento ocorrido há algum tempo no consultório, foi quando recebi uma criança de quase 4 anos, que veio acompanhando sua mãe que seria atendida.

No consultório, tem um cantinho bem charmoso para receber os pequeninos e eu o acompanhei até lá para que escolhesse um brinquedo, enquanto realizava o atendimento da mãe dele. Ele olhou tudo e parou de explorar o ambiente ao avistar as massinhas de modelar. E escolheu aquelas, como estavam no alto da estante de brinquedos, sugeri pegar para ele. Mas, a criança não quis minha ajuda, pegou a cadeirinha, subiu e nas pontinhas dos pés alcançou as massinhas.

Essa cena aconteceu há mais de um ano e ela não saiu da minha cabeça. Porque fiquei pensando, quando é que perdemos a coragem que as crianças têm? Coragem para explorar, para se expor, até ao ridículo, porque não? Coragem para desafiar os seus limites, testar suas forças para alcançar o que se deseja por méritos próprios.

Naquele momento, admirei a força do pequenino. Aprendi com ele, nem sempre a tarefa é fácil, precisa fazer esforços, correr riscos nem sempre calculados. Mas, imagina o quanto que este pequeno evento contribuiu na autoestima dele? É claro que levou um tempinho maior para conseguir o que queria, mas os efeitos positivos na formação de sua personalidade e na sua autoestima não tem preço.

Quando crianças não temos limites quanto as nossas fantasias para o futuro. Podemos ser cantores de uma banda, atores, astronautas, dançarinos, AVIADORES, professores, médicos, jogadores de futebol… E temos a disposição de investir a nossa energia para alcançar esses objetivos. Praticamente ignoramos os alertas de que é perigoso, de que não vamos conseguir, de deixa isso para lá que é perda de tempo… O tempo vai passando e muitas pessoas vão perdendo essa força, essa energia, esse entusiasmo. Ás vezes, por conta das quedas, das decepções, das frustrações, pelas palavras negativas de pessoas próximas, pela falta de incentivo e apoio e por pelas crenças limitantes que muitos têm.

Por isso, a primeira fase do processo de coaching vocacional é sobre autoconhecimento. Não temos como mudar o passado objetivo, mas podemos ressignificá-lo em nossas vidas, rompendo as “amarras do passado”, resgatando a força da nossa história de vida, os sonhos e a coragem da infância.

Você se lembra de alguma situação da sua vida em que superou as próprias expectativas? Como se sentiu?

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